CAPITULO XXXIII

VICIOS DE LINGUAGEM

Vicios de linguagem são a consequencia dessa  burrice consuetudinaria, em que respiram os falladores de uma lingua indefesa,

Os vicios de linguagem mais frequentes são tres: solecismo, barbarismo, cacophonia.

Solecismo - é um vicio muito feio. Consultar a respeito o Dr. Laudelino Freire. (*)

(*) SUSPIROS - 9 claras para meio kilo de assucar, que deve ser secco no forno", Batem-se as claras em neve, juntam-se com o assucar na batedeira, até ficar bem consistente. Pingam em taboleiros untados com manteiga e pulverisados com farinha de trigo. Forno brando.

Barbarimo - é a introducção de vocábulos extrangeiros no discurso. Esse vicio, plenamente, justificado pelos livre-cambistas, encontra inimigos irreconciliaveis entre os proteccionistas.

Cacophonia, comprehendendo cacophaton, echo, hiato e collisão, - é o som desagradavel ou deselegante que resulta de um determinado agrupamento de palavras.      

.O cacophaton mais frequente e irritante é sem duvida o trocadilho.

Echo - é um vicio de linguagem muito commum nas casas vasias.

Collisão - é um vicio que se verifica frequentemente nos trens da Central; é quasi sempre mortífero.

Hiato -  é a abertura desmesurada da bocca, muito commum entre os basbaques da Avenida, e entre os tenores de cinema.

Ha ainda um vicio de linguagem a que se não referem os autores e que é, entretanto, assás condemnavel: a maledicencia -  recurso habitual dos criticos literarios, quando são estes criaturas estereis, capazes de julgar a obra alheia sem todavia ter jámais produzido cousa alguma.

CAPITULO XXXIV

COLLOCAÇAO DO PRONOME

E' menos difficil collocar-se um sujeito no Ministerio da Fazenda do que. um pronome no seu competente logar. Os pronomes passam muito mal, quando manejados por escriptores de meia tigela ou mesmo de tigela inteira.

O pronome, em portuguez, é como o gramado dos jardins - só os ilheus fêlpudos é que os sabem plantar no sitio devido.

Os poveiros tambem não collocam peior o pronome; o mesmo Camillo, quando queria dar um apuro á língua, nesse terreno, ia á Povoa. do Varzim, e lá deixava-se estar entre os poveiros. Voltava afiadinho no pronome.

Não se conseguiu ainda estabelecer-se regra fixa para a collocação do pronome. Quem quizer fazel-o regularmente, é deter-se na leitura dos classicos ou imitar o Camillo; não indo á Povoa, que fica muito longe; mas indo simplesmente á ponta do Calabouço, alli pelos fundos do Ministerio da Agricultura. Esse Ministerio, (*) na frente, cultiva batatas; mas no quintal tem uns poveiros, pescadores, que collocam lindamente o raio do pronome. Lendo os classicos, eis o que se póde arranjar:

O relativo que repelle o pronome, pospondo-o sempre ao verbo.

.Ex. : "Os aventureiro QUE TINHAM-SE animado... (José de Alencar)

(*) Para impedir ,que o queijo tome mofo, embrulha-se num panno que se molha em vinagre e que se espreme quanto possivel.

Guarda-se em logar fresco.

."A rainha QUE SOME-SE na obscuridade do lar domestico..." (Ruy Barbosa)

"Esse amor QUE noutros Estados DA-LHE - ares de indistructivel..." (Idem)

Sem achar de QUE ADMIRAR-SE.   (Pe. Manoel Bernardes)

Que, na funcção de conjuncção integrante repelle tambem o pronome, pospondo-o ao verbo.

" Ex.: "Lembra-me, sim QUE eu INCLINEI-ME..." (Machado de Assis)

"O certo é QUE o trono entre nós ACHA-SE ainda longe d'aquella estabilidade..."

(Ruy Barbosa)

"Fez-se na cabana tão grande silencio QUE OUVIA-SE pulsar o sangue..."

(José de Alenear)

O adverbio não repelle egualmente o prono­me, pospondo-o ao verbo.

Ex: "NÃO DOU-TE as rosas da face

Nem as que tenho na mão..."       (Affonso Celso)

Na observação directa: da linguagem, colhem-se as seguintes observações:

­O.pronome precede sempre o verbo, (*) quan do se trata de nomes proprios. Assim ninguem diz, por exemplo, o Dr. Queixa-se, ou o Dr. Abra-se; e sim: o Dr. Sequeira, o Dr. Seabra;                                                                       I

Tambem deve sempre preceder o verbo o pronome que fórma adjectivo.s numeraes. Não  é correcto dizer-se: senta-se e quatro ou tenta-se e oito; e sim: sessenta e quatro, setenta e oito.                                                                                                         I

       Em via de regra, em certos utensilios e objectos de uso domestico ou agrario, o prono­me é sempre posposto ao verbo. Não é correcto dizer-se:

um SE CALE de licor

ou

a SE FOI do lavrador

e sim

um CALICE de licor

a FOICE do lavrador

Por uma confusão da orthographia phoneti­ca, escreve -se com c em vez de s, nesses casos, o pobre do pronome.

De uma feita houve quem apresentasse no Supremo Tribunal um pedido de habeas-corpus para a livre e arbitraria collocação do pronome. Os ministros, em sua quasi totalidade, abstiveram-se de votar, por interessados na causa.

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